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Peru
Alan García declara que Peru está livre do analfabetismo

Líder peruano qualificou redução como 'histórica'. No entanto, analistas dizem que constatação é simplista 'um indivíduo que aprendeu a assinar seu nome e a adquirir alguns dados pessoais não é uma pessoa alfabetizada'


O presidente Alan García declarou na segunda-feira, 14, que o Peru está "livre do analfabetismo", já que conseguiu reduzir a taxa de 11% para 2,8% durante seu governo, um número que, no entanto, não foi endossado por organismos internacionais.

O líder peruano qualificou esta redução como algo "transcendental e histórico para o país", mas alguns analistas consideram esses dados pouco realistas e baseados em um conceito de alfabetização um tanto simplista.

"Consideraram um indivíduo que aprendeu a assinar seu nome e a adquirir alguns dados pessoais como uma pessoa alfabetizada. Isso não é realista", opinou à Madeleine Zúñiga, coordenadora nacional da organização Campanha Peruana pelo Direito à Educação.

Estas críticas não impediram García de organizar uma grande celebração nesta segunda-feira no Palácio do Governo para comemorar os resultados do Programa Nacional de Mobilização pela Alfabetização (Pronama), por meio do qual, segundo o Executivo, mais de um milhão e meio de peruanos aprenderam a ler e a escrever.

Madeleine afirmou que o anúncio de García pode ser comparado a uma medida populista similar à realizada por Hugo Chávez na Venezuela, que declarou em 2005 que seu país estava "livre do analfabetismo". Posteriormente, o Equador, a Nicarágua e a Bolívia também alegaram obter o mesmo resultado.

"Eu tinha a esperança de que aqui não cometeriam este erro, mas pelo visto o presidente decidiu fazer de qualquer maneira. Na realidade não houve nenhuma avaliação séria envolvida", acrescentou a analista.

A coordenadora da Campanha Peruana pelo Direito à Educação acrescentou que a realização do anúncio pode fazer com que os programas de alfabetização sejam deixados de lado quando "ainda há muito o que fazer".

"Este programa também não atinge a raiz do problema, que é a pobreza. Ninguém deixou de estudar porque quis, mas porque não foi possível assistir as aulas, porque não há escolas e nem professores", afirmou.

Na cerimônia realizada nesta segunda-feira no Palácio do Governo, um dos últimos atos de García como presidente antes de seu sucessor Ollanta Humala assumir o poder em 28 de julho, o líder peruano contou com a presença de embaixadores.

Segundo dados do governo, no Pronama participaram 216 mil alfabetizadores e 15 mil supervisores que utilizaram material de texto em nove línguas nativas, assim como braile e linguagem dos sinais.

O Estado de S.Paulo, 14/06/2011.



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Brasil tem o maior número de analfabetos da América Latina

No Dia Internacional da Alfabetização (8 de setembro), o Brasil aparece como o país com o maior número de analfabetos na América Latina, apesar de alguns progressos, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

No Dia Internacional da Alfabetização, o Brasil aparece como o país com o maior número de analfabetos na América Latina, apesar de alguns progressos, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

No total, 14,1 milhões de brasileiros, o que equivale a 10,5% da população maior de 15 anos, não saber ler nem escrever. No mundo, são 776 milhões de adultos nesta situação. Na última década, o Brasil reduziu essa taxa em cinco pontos percentuais. Porém, em números absolutos, essa diminuição significa a alfabetização de apenas dois milhões de pessoas.

Em 2003, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um programa para promover a alfabetização da população adulta centrado em municípios com taxas de analfabetismo superiores a 25%. A maioria deles fica na região Nordeste.

De acordo com os dados cedidos pelos governos latino-americanos e reunidos pela Unesco, a América Latina tem 25 milhões de analfabetos, principalmente no Brasil e México, os países mais populosos. Por outro lado, há nações que avançaram bastante no tema. Hoje (09/09/2009), o Equador foi o sexto país latino-americano a anunciar que está livre do analfabetismo. Os outros são Argentina, Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia.

Com a exceção da Argentina, todos esses países conseguiram tal feito por meio da aplicação do reconhecido método cubano "Sim, eu posso" com a ajuda financeira de Caracas. O programa teve sua efetividade reconhecida pela Unesco e já alfabetizou, de acordo com números oficiais cubanos, 3,1 milhões de pessoas em 28 países.

Além disso, nações como Paraguai, Costa Rica e Chile têm feito constantes progressos em termos de alfabetização e estão próximos de serem considerados como livres do analfabetismo. Os países que apresentam taxas de analfabetismo abaixo de 4% da população adulta são considerados como livres do problema.

Fonte: Terra Educação (09/09/2009)

 
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