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Agricultura e Pecuária
Brasileiro se rende de vez ao cafezinho

Cenários: Pesquisa feita com pessoas acima de 15 anos mostra que melhora na renda estimulou o consumo

Nunca tantos brasileiros beberam tanto café como em 2009. Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que 97% da população acima de 15 anos declara consumir café diariamente, número que representa um crescimento de seis pontos percentuais ante 2003, quando a pesquisa começou a ser realizada.

Com parcela maior da população consumindo, a demanda da indústria de café pela matéria-prima bateu novo recorde, mesmo em um ano de crise financeira e retração econômica. A necessidade doméstica de café em grão foi de 18,4 milhões de sacas, 4% mais do que em 2008. Em doses de 50 mililitros, isso equivale a 331,2 bilhões de xícaras.

A indústria não teme uma estagnação do consumo pelo fato de quase todo brasileiro acima de 15 anos declarar tomar café diariamente. A expectativa do setor é de que ocorra em 2010 um aumento ainda superior na demanda doméstica, da ordem de 5%. "E isso para ser conservador. O motor do aumento do consumo é a qualidade e vamos ter que fazer a população beber mais café para continuarmos crescendo", afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic.

Para exemplificar o potencial do Brasil, Herszkowicz cita os EUA. Os americanos são os maiores consumidores mundiais, com uma demanda doméstica de quase 22 milhões de sacas. Diferentemente do Brasil, onde quase todos consomem a bebida, nos EUA, a penetração é de 57% da população, ou seja, o brasileiro teria espaço para um consumo per capita ainda maior.

O aumento da renda da população no Brasil é um dos principais fatores para o maior consumo de café em 2009. Conforme a pesquisa, as classes A e B representaram juntas 27% do consumo e a classe C foi a grande responsável pelo crescimento de 2009, concentrando uma fatia de 42% da demanda doméstica de café. Em 2003, esse estrato já tinha a maior fatia do consumo, com 37%. Ainda segundo a Abic, a classe D ficou com 31% do mercado doméstico de café.

As classes A e B têm as menores fatias da demanda total, mas são as que consomem os cafés de maior valor agregado. Na categoria dos chamados cafés especiais - que engloba expresso, gourmet, descafeinado, orgânico e de regiões certificadas -, 27% dos consumidores da classe A disseram consumir esse tipo de produto em 2009 ante um percentual de 19% em 2004. "Mesmo nas classes mais baixas e apesar de percentuais pequenos conseguimos identificar um aumento do consumo de cafés especiais", afirma Herszkowicz.

Uma mudança de hábito de consumo também foi confirmada na pesquisa. Cada vez mais, o brasileiro toma café fora de casa, incentivado pelo crescimento das cafeterias e e outros locais, como padarias, que passaram a oferecer produtos diferenciados. A pesquisa mostra que em 2003 apenas 17% das pessoas diziam consumir café fora de casa. Esse percentual subiu para 46% no ano passado.

Alexandre Inacio, de São Paulo
Valor Econômico, 25.03.2010

 
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