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Agricultura e Pecuária
Mercado de açúcar de olho no Brasil

Depois de superarem a barreira dos 30 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, as cotações do açúcar já registraram fortes perdas e a tendência para os próximos meses, com a entrada da produção do Brasil no mercado, é de pressão baixista, a não ser que adversidades climáticas no Centro-Sul do país prejudiquem a colheita de cana ou que a Índia retome as importações da commodity.

Apesar do tombo superior a 23% observado em Nova York desde o início de fevereiro, as cotações seguem em elevado patamar. Assim, a expectativa é que a Índia retome o ciclo de grandes safras a partir de outubro, o que deverá tirar suporte dos preços no segundo semestre deste ano.

O mercado já aposta em uma produção 40% maior no país asiático, que tende a subir de um patamar de 16 milhões para 24 milhões de toneladas, conforme Rodrigo Martini, consultor de gerenciamento de risco da FCStone.

Para o Centro-Sul brasileiro, onde já sobrou muita cana em pé da temporada passada por causa das chuvas, por enquanto tudo caminha para uma grande safra. A FCStone prevê moagem de 597,5 milhões de toneladas de cana na região, 11,6% mais que no ciclo 2009/10. A produção de açúcar deverá aumentar expressivos 21,7% e alcançar 34,7 milhões de toneladas.

Na sexta-feira, os preços da commodity deixaram temporariamente o movimento de queda e, empurrada por movimentos financeiros derivados da desvalorização do dólar, fecharam em alta. Os contratos para julho subiram 37 pontos em Nova York e fecharam a 18,87 centavos de dólar por libra-peso. Ainda assim, na semana a commodity recuou 11%.

Arnaldo Correa, da Archer Consulting, concorda que o rumo dos preços até outubro vai depender mesmo do andamento da safra no Centro-Sul brasileiro. "Além disso, a Índia pode voltar comprando e surpreender", diz Corrêa sobre o comportamento dos indianos nos próximos meses até outubro.

Os principais motivadores do forte movimento de alta, que fez as cotações saírem de 20 centavos para 30 centavos de dólar, foram as contínuas chuvas no Brasil e a queda na safra da Índia, que foi maior do que o mercado esperava. No entanto, segundo Martini, a queda vertiginosa de agora se deve, a princípio, pelo enfraquecimento da demanda da Índia e Paquistão, efeito dos preços extremamente elevados.



Fabiana Batista, de São Paulo
Valor Econômico, 15.03.2010

 
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