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Indústria
Chile e Argentina entram no foco da La Estampa

Valor Econômico, 16/01/2008.

Chile e Argentina entram no foco da La Estampa
Heloísa Magalhães

Importar tecidos da Espanha mas com cores e desenhos criados aqui ao gosto das brasileiras vem sendo a rotina da La Estampa. A empresa carioca que desde 2002 traz produtos estampados por uma das líderes européias no setor, a Sedatex, tem planos mais ambiciosos. Já acerta os ponteiros para montar escritórios no Chile e na Argentina e planeja atrair a indústria têxtil espanhola para abrir uma fábrica no Brasil.

Um dos criadores e sócio da La Estampa, Marcelo Castelão, diz que os novos projetos seguem o ritmo do crescimento. As vendas somaram 1,5 milhão de metros de tecidos em 2006 e saltaram a 2,4 milhões em 2007. Os clientes são grifes como a famosa espanhola Zara e as brasileiras Farm, Les Lys Blanc, Ecletic, Hui Clos, Maria Filó, M.Officer, Shop 126, Alcaçuz, Dress to Kill, Enjoy, Patachou.

Tudo começou com Castelão e depois o sócio Fabian Sepiurka importando tecidos da Sedatex, em Barcelona. Vendiam bem, mas achavam as cores escuras, pouco apropriadas para a cultura colorida nacional. O segundo passo foi definir nova coloração nas estampas criadas na Espanha. Até que Castelão acertou com a Sedatex trazer o sistema de computadores para criar no Rio as estampas que são enviadas à fábrica.

Hoje são quatro 'designers' próprias. A mulher de Castelão, Kátia Barros, é sócia e estilista da Farm. Ela mesmo desenha e envia para La Estampa os desenhos utilizadas para a roupa jovem vendida pela butique carioca - a Farm tem 16 lojas .

Castelão achou que iria ser delicada a negociação para uso do software da empresa no Brasil. Por isso, resolveu convidar executivos espanhóis para conhecer a empresa. Montou um caprichado café da manhã e começou a falar quando um deles interrompeu. Pediu para ele ir direto ao assunto. Ficou surpreso pois a proposta de ter estações de trabalho com o sistema foi prontamente aceita.

O empresário, de 33 anos, foi praticamente criado no mundo do atacado de tecidos. O pai já trabalhava no ramo. Por isso mesmo, optou por importar pois sempre acompanhou as dificuldades da fábricas nacionais. Acha que o país, com presença forte na área têxtil, por falta de uma política de apoio e estratégia de atualização, acabou perdendo muitas indústrias e cada vez mais o setor é atropelado pelas importações da China. Mas acredita que uma unidade de produção no país da empresa espanhola - criada em 1886 e uma das maiores da Europa - poderá ser um caminho para expansão da indústria têxtil voltada para atender marcas consagradas.

Quem vê de fora a sede da La Estampa, no bairro de São Cristóvão, no Rio, não imagina que ali está um espaço recheado de bom gosto. A parte externa nem dá sinais de que lá dentro pequenos jardins e paredes coloridas emolduram escritórios de uma empresa com 70 empregados, incluindo a filial São Paulo.

A empresa não informa o faturamento e os sócios acham que é cedo para pensar em parceiros ou abertura de capital. Admite que muitas grifes estão seguindo esse caminho com sucesso e o olho dos investidores está cada vez mais aguçado no seu setor mas acha que para dar esse salto precisa partir para novas estratégias, as quais guarda a sete chaves.

 
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