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Financeiro
Latinos vão liderar rentabilidade

Os bancos da América Latina serão os mais rentáveis no mundo em 2011, seguidos pelos asiáticos. Enquanto os principais bancos centrais do mundo examinam hoje em Basileia a difícil situação do setor bancário europeu, é justamente o departamento de pesquisa de uma instituição financeira da região que faz tal análise. O Deutsche Bank projeta para os emergentes crescimento econômico de 4% a 6% nos próximos cinco anos, com a fatia desses países no Produto Interno Bruto (PIB) global superando os 40% até 2016, puxados pela Ásia. E isso significa forte potencial para o setor financeiro.

Sob esse pano de fundo, o Deutsche estima expansão média de 12% por ano na concessão de créditos nos emergentes nos próximos cinco anos. A expectativa é de que o impulso seja maior em países como Rússia, Coreia, Argentina, China e Índia.

Em 2010, a China, o Brasil e a Coreia do Sul eram os únicos emergentes com estoque de crédito superior a US$ 1 trilhão. Pelas estimativas, Rússia, Índia e Taiwan vão se juntar ao grupo até 2015.

Os bancos de varejo serão o motor. Até aqui, o setor bancário dos emergentes atingiu um estágio em que o financiamento ao consumo, crédito imobiliário e cartões de crédito são negócios dominantes. No entanto, ainda há espaço para evolução dos fundos de investimentos e de previdência.

A rentabilidade continuará sendo mais alta na América Latina. Em 2010, os bancos da região bateram os seus pares, com rentabilidade média de 20% sobre o capital próprio (ROE, na sigla em inglês), e mais de 2% de rentabilidade líquida dos ativos (ROA), o dobro do obtido por bancos das maiores economias desenvolvidas. No Brasil, no primeiro semestre, o Banco do Brasil teve uma rentabilidade anualizada sobre o patrimônio de 25,4%, seguido por Bradesco, com 22,9% e Itaú com 22,4%. O Santander, sob o modelo do IFRS, apresentou retorno de 11,1%, mas excluindo-se o ágio da aquisição do Real, atingiu 18%.

Bancos da Ásia têm obtido retorno ligeiramente inferior por conta de margens mais apertadas e um ambiente de maior competição.

Enquanto o setor bancário dos desenvolvidos tenta superar a crise atual, bancos dos emergentes estão bem capitalizados. A média de capital mínimo vai de sólidos 17% na América Latina a 13,5% na Ásia. A qualidade dos ativos é elevada, com exceção da Europa do Leste com a inadimplência na casa dos 10%.

A mudança do equilíbrio do mercado bancário global é ilustrada, por exemplo, no fato de 22% dos ativos globais dos bancos estarem hoje em mercados emergentes. Nove bancos de emergentes (cinco da China, três do Brasil e um da Rússia) estão entre os 30 maiores bancos do mundo em capitalização de mercado, comparado a nenhum em 2006.

Dois chineses, ICBC e CCB, lideram a lista dos maiores. O Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e o Santander brasileiro têm, hoje, um valor de mercado superior aos suíços UBS e Credit Suisse.

A mudança no ranking bancário global é motivada por dois fatores. Primeiro, ofertas públicas de ações recordes, como a de bancos chineses como o ICBC em 2006 e o China Agricultural Bank em 2010, que introduziram novos pesos pesados emergentes no sistema global. Com isso, a fatia de bancos asiáticos nos ativos globais aumentou de 10% em 2000 para mais de 15% em 2009. A fatia de ativos de bancos brasileiros representa 7,1% do total global. E segundo, a crise financeira de 2008-09 atingiu o setor bancário dos desenvolvidos muito mais do que dos emergentes.

Fonte: Valor Econômico, 12/09/2011. Por Assis Moreira | De Basileia

 
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