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Agroindústria
Chile reconhece SC como área livre de febre aftosa e deverá comprar suínos

Valor Econômico, 21/12/2007.

Chile reconhece SC como área livre de febre aftosa e deverá comprar suínos
Alda do Amaral Rocha

O Chile reconheceu o Estado de Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação e deve enviar, em janeiro de 2008, uma missão técnica para habilitar plantas brasileiras para exportação de carne suína ao país.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, o governo brasileiro recebeu correspondência da autoridade sanitária do Chile informando sobre o reconhecimento e a disposição de enviar os veterinários.

A certificação obtida por Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação em maio deste ano pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) abriu caminho para a decisão chilena, disse Camargo Neto.

Em setembro passado, Cingapura abriu seu mercado à carne suína com osso de Santa Catarina, também resultado da nova condição sanitária do Estado. Mas o reconhecimento pelo Chile tem uma importância bem maior, por se tratar de um país que também produz carne suína e que tem um bom controle sanitário, observou o executivo.

Pelas estimativas da Abipecs, o Brasil poderia exportar cerca de 50 mil toneladas de carne suína para o Chile, país que vende parte de sua produção de suíno para o atraente mercado japonês, que paga preços altos.

As negociações para vender ao Chile se intensificaram após o reconhecimento do Estado pela OIE. Para Camargo Neto, a decisão do país andino pode levar outros países a fazerem o mesmo. "É o início, mas muito relevante", afirmou. Comemorando a decisão chilena, acrescentou: "Se não vendemos para os países vizinhos, fica difícil vender para outros mais distantes".

Os novos mercados no alvo dos exportadores brasileiros de carne suína são México, Japão e China, segundo a Abipecs. Todos os esforços do setor visam sobretudo reduzir a dependência da Rússia, o principal mercado para o suíno brasileiro. Entre os meses de janeiro e novembro deste ano, os russos compraram 44% das 543,5 mil toneladas de carne suína exportadas pelo Brasil.

Segundo o presidente da Abipecs, o governo chileno solicitou à Brasília que envie uma lista com plantas exportadoras até 27 de dezembro. Um mês depois deve enviar a missão técnica.

O status de área livre de aftosa sem vacinação também está permitindo a Santa Catarina negociar com a Itália a venda de gado bovino vivo para engorda e abate no país europeu. A concretização do acordo para venda, porém, ainda depende do reconhecimento do status sanitário do Estado pela União Européia, de acordo com Camargo Neto. Os europeus teriam de mandar uma missão a Santa Catarina para inspeção e posterior reconhecimento.

 
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