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Venezuela
Chávez diz que volta, mas Venezuela debate o futuro sem o líder

08/05/2012. No Valor Econômico. Por Kejal Vyas e Ezequiel Minaya | The Wall Street Journal, de Caracas

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está se tratando de câncer, ressurgiu na segunda-feira à noite depois de uma semana de silêncio, dizendo num programa da televisão estatal que retornará à Venezuela nos próximos dias e que está nos estágios finais da sua radioterapia.

Ele também disse que está preparado para a campanha pela reeleição. Mas os rumores que correm soltos no país, rico em petróleo, são que a saúde do presidente está piorando e que ele talvez não tenha condições de concorrer, ou, se eleito, não tenha condições de cumprir seu terceiro mandato de seis anos.

Desde 13 de abril, o líder socialista fez apenas uma aparição pública, um discurso breve, em 30 de abril, em que ele não saiu do palanque. "Estes não são dias fáceis", admitiu um Chávez emocionado durante o discurso, antes de, uma semana atrás, voltar a Havana para mais uma etapa do seu tratamento radioterápico contra um tipo de câncer não divulgado.

Tal silêncio destoa da natureza desse líder populista, de 57 anos, que sempre foi um orador ubíquo durante seus 13 anos no poder, falando por horas no rádio ou na televisão quase todos os dias. Chávez manteve-se ativo na sua conta no Twitter, mas não foi muito além disso.

Mesmo durante as últimas sessões de quimioterapia em Cuba, Chávez estava bem o suficiente para telefonar ou gravar entrevistas transmitidas pela televisão estatal venezuelana. Mas o telefonema de segunda-feira à noite foi o primeiro em uma semana. Na ligação, Chávez tentou afastar os receios sobre seu futuro. Ele disse que não havia começado a fazer campanha por causa dos seus problemas de saúde, mas prometeu participar da eleição e "nocautear" a coalizão opositora.

Na semana passada, porém, Chávez autorizou de repente o preenchimento de uma junta consultora do governo há muito esquecida, o Conselho de Estado. Embora o grupo tenha sido formado ostensivamente para estudar a saída da Venezuela do fórum de direitos humanos, ele era composto pelos principais assessores de Chávez, inclusive o vice-presidente, Elias Jaua, e o ex-vice-presidente José Vicente Rangel.

Essa autorização gerou especulações de que a junta agiria como um tipo de órgão para escolher aquele que sucederia Chávez, se ele ficar incapacitado. Muitos venezuelanos estão começando a imaginar o que acontecerá quando Chávez não for mais o presidente.

Há o temor crescente de que, sem a mão forte do presidente para controlá-las, as facções que compõem o governante Partido Socialista da Venezuela, o PSUV, se voltarão umas contra as outras, ameaçando a estabilidade do país, disse Xavier Rodriguez, um cientista político da Universidade Simón Bolívar, em Caracas.

O banco de investimento Barclays afirmou, num relatório recente, que é "altamente provável" que Chávez não conseguirá concorrer à reeleição no pleito de outubro, "dada a sua saúde debilitada", e deve procurar um sucessor.

Observadores estarão acompanhando de perto o período de 11 dias do mês que vem, no qual os candidatos terão que se registrar formalmente na Comissão Nacional Eleitoral. Esse será provavelmente o sinal mais claro até agora das intenções [de Chávez] de participar das eleições presidenciais", disseram analistas da Nomura.

Funcionários do Ministério da Informação da Venezuela não responderam a solicitações de comentários.

 
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