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Editorial

Tenho sido frequentemente questionada sobre o livro “Guia politicamente incorreto da América Latina”, de Leandro Narloch e Duda Teixeira. Natural, porque sou professora de Formação Econômica da América Latina.
Educação, sim, Educação, este é o caminho adequado. Sei que a frase é clichê, mas é verdadeira. Somente através dela podemos quebrar preconceitos e encontrar saídas para nossos problemas que não são poucos, mas também não são nosso único “patrimônio”. Aliás, pela educação podemos conhecer nossas virtudes. Quando digo “nosso” refiro-me ao universo latinoamericano.
Costumo dizer que sim, o livro é bem divertido, mas que não, não recomendo sua leitura, pelo meu compromisso com a educação.
Os autores se apoiaram em bibliografia séria para, entretanto, retirar frases de contexto e utilizá-las como base de argumentação que serve somente para reforçar e reproduzir seus próprios valores e por vezes preconceitos.
Do ponto de vista histórico, principalmente, o livro apresenta uma série de erros. Parece que de repente, nós brasileiros fomos agraciados pela presença de dois jornalistas que, para nos salvar dos historiadores incompetentes, apresentam a luz do conhecimento, a verdade dos fatos.
Como jornalistas e escritores que são, tiveram acesso à boa formação e às informações. Fazer uso de informações sérias para manipular conclusões ou reproduzir preconceitos é ato imoral. Se o objetivo era ganhar dinheiro, então Parabéns! Atingiram sua meta!
Como jornalistas e escritores que são, apresentam habilidosa escrita – reconheço que a leitura do livro é deliciosa, sedutora. Neste contexto, essas qualidades são um problema: São formadores de opinião! E eles ainda afirmam não ter compromisso com o acadêmico.
Esses jornalistas entraram no rol daqueles latinos que a todos envergonha: dos que ganham dinheiro às custas da ignorância alheia e, pior, que contribuem para a perpetuação dessa situação.
Não me parecem muito diferentes de algumas personalidades que eles mesmos criticam no livro, dotados de excelente retórica, vazios em atos que contribuam para uma efetiva mudança, mas com os bolsos cheios. Triste, muito triste...

 
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