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Fidel critica Ahmadinejad por atitudes antissemitas, diz jornalista

HAVANA- O líder cubano Fidel Castro criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pelo que chamou de atitudes antissemitas, informou nesta terça-feira, 7, um repórter da revista The Atlantic que se encontrou com o ex-ditador.

Segundo Jeffrey Goldberg postou hoje no blog da revista, ele estava de férias no mês passado quando o chefe da Seção de Interesses Cubanos em Washington o telefonou para dizer que Fidel havia lido seu recente artigo sobre Israel e Irã e queria que ele viajasse a Cuba.

Goldberg viajou acompanhado de Julia Sweig, uma especialista na política EUA-Cuba do Conselho de Relações Exteriores, e os dois passaram três dias na ilha, nos quais conversaram com o líder cubano.

A imprensa estatal cubana reportou em 31 de agosto que Goldberg e Sweig se encontraram com Fidel e compareceram a um show de golfinhos no Aquário de Havana, mas o blog foi o primeiro a revelar detalhes das discussões.

Segundo o jornalista, em um encontro que durou cinco horas, Fidel - um crítico ferrenho de Israel - "repetiu várias vezes sua exortação contra o antissemitismo", condenando Ahmadinejad por negar o Holocausto. O ex-ditador disse que o Irã poderia promover a causa da paz ao "reconhecer a 'única' história de antissemitismo e tentar entender porquê os israelenses temem por sua existência".

O revolucionário, então, relatou a Goldberg uma história de sua infância, que já foi contada por alguns biógrafos: quando criança, ele afirmava a seus colegas de classe que os judeus mataram Jesus Cristo.

"Eu não sabia o que era um judeu. Eu sabia de um pássaro que era chamado 'judeu', e para mim, até então, os judeus eram esses pássaros", afirmou Fidel, segundo Goldberg. "Isso é como a população inteira era ignorante", acrescentou o líder.

De acordo com o jornalista, Fidel disse: "eu não acho que ninguém tenha sido mais caluniado que os judeus. Eu diria muito mais do que os muçulmanos".

Castro também disse que o governo iraniano deveria entender que os judeus "foram expulsos de sua terra, perseguidos e maltratados em todo o mundo, como os que mataram Deus".

Fidel, que acaba de completar 84 anos, reapareceu em público no começo de julho, após quatro anos de reclusão recuperando-se de uma doença.

O líder cubano nunca revelou qual foi a doença intestinal que o obrigou a transferir o poder a seu irmão Raúl em 31 de julho de 2006 e que classificou, no passado, como um segredo de Estado.

Desde que voltou a aparecer em público, em julho, Fidel já contabiliza 30 aparições. Em seus artigos na imprensa cubana, tem se dedicado a abordar o risco de uma guerra nuclear entre os EUA, o Irã e Israel.

Fonte: OESP - Acesso em 08/09/2010

 
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