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Economia Geral
Mercosul abre janela de exportações

As mais recentes frentes de negociações abertas pelo Mercosul representam uma possibilidade concreta de diversificação das exportações e novas oportunidades comerciais para as indústrias brasileiras que operam no Polo Industrial de Manaus (PIM), avalia o conselheiro Francisco Pessanha Cannabrava, chefe da divisão de negociações extra-regionais do Mercosul II, da secretaria-geral de assuntos econômicos e tecnológicos do Itamarati.

Segundo o diplomata, à Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) cabe um papel importante nas diversas etapas de negociações com outros países com alto potencial de acordos comerciais, como países da Europa, africanos, Oriente Médio e a Índia, de forma a ampliar o destino das exportações do polo industrial de Manaus. "A expansão dos acordos do Mercosul pode ser benéfica para aumentar os pontos de destino das exportações brasileiras da região Norte do país", diz Cannabrava.

O conselheiro do Ministério das Relações Exteriores abordou o tema "Acordos Extra-Regionais no âmbito do Mercosul: Oportunidades de negócios para a Região Amazônica" durante o seminário sobre Comércio Exterior na Amazônia - caminho para a integração regional, por ocasião da Feira Internacional da Amazônia (FIAM). Segundo ele, além de suas negociações internas, que envolvem os países membros como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e no âmbito regional da América Latina, o Mercosul iniciou recentemente negociações com países da União Europeia, com os cinco países africanos (África do Sul, Botsuana, Lesoto, Suazilândia e Namíbia) que formam a União Aduaneira da África Austral (UAAA), conhecida pela sigla em inglês SACU (Southern Africa Customs Union), com Israel e com a Índia. "Já temos acordos concluídos com Israel, Índia e com os países africanos, o que nos abre um grande espaço econômico que deve ser considerado com muito interesse pelo setor privado nacional", diz Cannabrava.

"Um aspecto interessante é que as negociações realizadas até agora pelo Mercosul com esses países não fazem discriminação com relação às zonas francas", afirma. Quanto ao que se deve fazer a partir de agora, o diploma considera que o primeiro passo a tomar é ampliar o comércio através da redução de tarifas externas, permitindo maior acesso a países com pouco peso entre os destinos das exportações do Estado do Amazonas (veja quadro abaixo). "Curiosamente, os países membros da União Europeia praticamente estão fora do elenco de compradores dos produtos do polo de Manaus", observa o diplomata.

A ampliação das exportações do PIM é hoje uma das maiores preocupações do empresariado local. Depois de atingir o pico de US$ 3,6 bilhões em volumes exportados, em 2005, as exportações do polo de Manaus registraram: US$ 3,2 bilhões em 2006, US$ 2,02 bilhões em 2007, e US$ 2,1 bilhões em 2008. Até setembro, o volume exportado chegou a US$ 1,2 bilhão. "Pelo menos nos últimos anos, essa redução se deve muito ao impacto da taxa cambial, que faz com que os produtos com maior valor agregado fiquem mais caros, tirando a competitividade das empresas do polo industrial", aponta Wilson Périco, presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees).

Não se trata, porém, de uma barreira difícil de ser transposta, de acordo com o empresário. "Estamos trabalhando junto ao governo para encontrar mecanismos que nos permita voltar a exportar nos mesmos níveis de há quatro anos", informa. (G.C.)

Valor Econômico, 30.11.2009

 
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