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Uruguai
Astori vê falhas no Mercosul, mas apoia o bloco

Apesar das críticas ao Mercosul, vistas pelo governo brasileiro como uma resposta ao público interno, o Uruguai pretende continuar negociando acordos comerciais junto com os parceiros do bloco. "O ideal é sempre negociar coletivamente", disse ao Valor o vice-presidente eleito, Danilo Astori. Ele só defende a flexibilização das regras atuais, que impedem acordos individuais de sócios do Mercosul com terceiros países, "se não houver avanços" nas discussões com a União Europeia. "Mas não não vamos estabelecer prazos."

Astori afirmou que essa negociação deve ser a prioridade do bloco. Em entrevista no sábado, ao lado de José Mujica, ele apontou a lentidão nos acordos de livre comércio como um dos três problemas que têm afetado o Mercosul. Os outros dois, segundo ele, são a fragilidade institucional do bloco e a proliferação de barreiras tarifárias e não tarifárias que travam a livre circulação de produtos. "Hoje temos mais problemas de acesso a mercados do que há 18 anos", lamentou Astori, referindo-se à data de assinatura do Tratado de Assunção, o principal arcabouço jurídico do Mercosul, em 1991.

Astori defendeu a entrada da Venezuela no bloco - já aprovada pelo Uruguai e à espera de aval do Senado brasileiro, além do sinal verde do Paraguai. "Como grande compradora de nossos produtos e grande vendedora de energia, a presença da Venezuela é extremamente importante."

Mujica designou seu companheiro de chapa para responder as perguntas dos jornalistas sobre integração regional, mas não se furtou ele mesmo a dar sua opinião. Lembrando que "economicamente somos equivalentes a um bairro de São Paulo", em alusão ao PIB de US$ 32 bilhões do Uruguai, pediu empenho do Brasil em diminuir as assimetrias do Mercosul para combater as críticas ao bloco.

O presidente eleito, visto pelo Itamaraty como dono de um viés mais protecionista, disse que o objetivo do Mercosul não deve ser tornar-se "uma de Cingapura do livre comércio". "O mundo está construindo uma nova realidade. O nosso peso, mesmo para os países maiores da América Latina, é muito pequeno perto do que está acontecendo", definiu Mujica.

Valor Econômico, 30.11.2009

 
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